Brasileiros ficam em terceiro em triunfo africano na 100ª edição da São Silvestre
A centésima edição da São Silvestre teve vitória da Tanzânia, no feminino e da Etiópia, no masculino, com o Brasil ficando na terceira na colocação nas duas categorias. Sisilia Panga foi a grande campeã no tempo de 51m08, na sua estreia na São Silvestre e levando a primeira vitória para a Tanzânia.
A segunda colocação foi da queniana Cynthia Chemweno cruzando a linha de chegada em 52m31. A brasileira Nubia de Oliveira repetiu o resultado do ano passado, garantindo a terceira colocação em 52m42 e colocando o Brasil mais uma vez no TOP 3.
Entre os homens, também teve pódio verde e amarelo com Fabio Jesus em terceiro com 45m06. A vitória foi do etíope Muse Gizachew com 44m28 e o queniano Jonathan Kamosomg chegando 4s depois, em 44m32.
“A gente vem com muita garra para esta prova. Quero agradecer a Deus, a minha equipe, pois ninguém acreditava no guerreiro do sertão, e hoje estou aqui, entre os melhores do Brasil”, conta Fábio que se emocionou muito com sua família, ao cruzar a linha de chegada.
“Correr a São Silvestre era um sonho e estar aqui hoje representa muito para mim. Estou na minha quarta participação e foram dois terceiros lugares. Quero muito uma vitória e vou brigar por isso”, comentou Núbia.
“Estou muito feliz com essa vitória. É a primeira da Tanzânia na São Silvestre e espero que meu país esteja orgulhoso de mim”, disse a campeã.
“O esforço foi grande, mas fiquei contente com o resultado”, comentou Muse.
Essa foi a maior edição da história da prova em seus 100 anos, tornando-se a maior corrida de rua da América Latina.
Resultado completo, acesse:
https://eventos.chiptiming.com.br/resultados/2025/100saosilvestre
São Silvestre 2025 em Números
• 55 mil inscritos – a maior da história em número de participantes • 44 países (TOP 4: Brasil, Alemanha, EUA e Espanha)
• 55 mil inscritos, com aumento da participação feminina para 47,02% vs 38,44% em 2024.
• Os homens saíram de 61,55% no ano passado para 52,98% este ano • Estados: SP (30362); RJ (3064), MG (2590), PR (2571)
• SP representa 55% dos 55 mil participantes
• Sudeste lidera com 36.661 atletas.
• A região Sul vem logo em seguida com 4.712. Centro Oeste aparece com 2.770 e Nordeste com 2.698 atletas. Por fim, o Norte vem com 1.533 inscritos.
• 1942 cidades vs 1540 em 2024. Aumento de 26% em relação a 2024 • Premiação de R$ 295.160,00 – a maior de todos os tempos • Cerca de 5.500 atletas acima de 60 anos
• O atleta mais velho tem 95 anos
• 4.600 atletas internacionais, entre eles corredores norte-americanos, alemães, colombianos, austríacos e sul-africanos
• 2.200 trabalham na organização da prova
• 180 pessoas trabalham diretamente na montagem da arena de largada e chegada
• 800 policiais entre Polícia Militar e Guarda Municipal
Metropolitana (Aumento de 110% em relação a 2024)
• 35 ambulâncias
• 100 pessoas entre médicos, enfermeiros e condutores
• 730 mil copos de água
• 5.000 grades para controle de acesso e fluxo ao longo da AV. Paulista
• Expectativa de 28 mil pessoas acompanhando a prova ao longo do percurso
Campeões que fizeram História:
• Maior vencedor – Paul Tergat – com 5 títulos (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000)
• Entre 1981 e 1986, a portuguesa Rosa Mota venceu todas as edições e é a maior campeã geral, com 6 títulos
• Marilson dos Santos é o brasileiro com mais vitórias com 3 títulos (2003, 2005 e 2010).
• Lucélia Peres foi a última mulher brasileira a vencer em 2006
• Desde 1945, o Brasil venceu 11 provas masculinas e cinco femininas. O Quênia é o país com maior número de campeões da São Silvestre: 17 vezes entre os homens e 18 entre as mulheres.
ESG
Pela primeira vez, a São Silvestre fez uma compensação de carbono de forma estruturada. Em parceria com o grupo Solví, as emissões decorrentes do deslocamento dos participantes, além do consumo de água, energia e da produção de resíduos durante a corrida serão compensados e retornados em créditos de carbono. Eles são gerados pelo tratamento do lixo depositado no Aterro de Caieiras do Grupo Solví. Lá os gases liberados pela decomposição do lixo são capturados e transformados em energia elétrica e biometano, um combustível renovável. Ao evitar que poluentes como o metano cheguem à atmosfera, o aterro gera créditos de carbono que serão utilizados para neutralizar as emissões da prova.
“ Mais do que promover este grande evento, queremos também gerar impacto positivo para a cidade de São Paulo e para o planeta. Por isso, reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade e nesta edição histórica, de 100 anos, vamos compensar toda as emissões de carbono geradas com a prova”, comenta Marcos Yano, CEO da Vega Sports, organizadora da prova.
“Queremos que o centenário seja lembrado não apenas pelos recordes na pista, mas pelo exemplo de sustentabilidade que deixamos para as próximas gerações. Celebrar o centenário da São Silvestre com a neutralização de carbono reafirma o
compromisso da prova com o futuro”, comenta Erick Castelhero, Diretor Executivo da São Silvestre.
A São Silvestre deste ano tem a Loterias Caixa e ASICS como patrocinadores. A Prova também conta com o apoio de NEWON, Meliã, Rehidrate, Comgás, Bacio di Latte, JCDecaux, Copra e Levíssima. É um evento Carbono Neutro por Solví e tem o Metrô São Paulo como transporte oficial. É um evento A São Silvestre é uma propriedade da Fundação Cásper Líbero, com realização do Portal Gazeta Esportiva, promoção da TV Gazeta e Gazeta FM 88.1, transmissão da TV Globo e organização da Vega Sports. Possui apoio institucional da Faculdade Cásper Líbero, Governo do Estado de São Paulo, SP Cidade de Todas as Artes e Prefeitura de São Paulo.
Com informações e fotos de Vega Sports